Matéria na Revista LogWeb de Abril

TGM Transportes: a realidade do transporte de carga fracionada é ter seus preços regidos pelo mercado

De acordo com o último levantamento do IBGE, a atividade do transporte teve retração de – 6,5% em 2015, grosso modo, mas a percepção é de que, na prática, esta retração foi muito maior.

“Desde os prejuízos causados pelos dias parados na Copa do Mundo de 2014, o mercado tem se mostrado cada vez mais em recessão. São quase dois anos, agravados pelo último, onde custos como diesel subiram mais de 30% em um ano e os valores dos fretes são empurrados para baixo pelo mercado.” Thiago Granero de Melo, gerente geral da TGM Transportes Cargas e Encomendas (Fone: 44 3229.2700), continua sua análise da situação, hoje, do segmento de OLs e transportadoras. Diferente de alguns segmentos, onde o preço é regido pelo governo, a realidade do transporte de carga fracionada é ter seus preços regidos pelo mercado. Os embarcadores, pressionados pela redução drástica de custos, para poder ter seu preço do produto competitivo, tomam das transportadoras os preços mais baixos. As transportadoras, para ocupar suas ociosidades ou espaços vazios em veículos e terminais, abaixam suas tabelas para ter carga para transportar. O consumidor procura o menor preço na hora da compra por conta de seu endividamento, desemprego de 10% instalado no País e dificuldade no credito. O varejista, o atacadista e outros intermediários que ficam entre a indústria e o consumidor buscam produtos mais em conta, o fornecedor com a melhor oferta, valendo-se de poder de compra e barganha e, também, apertam o transportador para que fique alguma margem entre a compra e a venda. “Este circulo vicioso é infinito e predador. Como o transporte fracionado atende diversos segmentos, cada um com sua variante, vejo que quanto maior o mix de segmentos dentro da transportadora, menores são os reflexos da crise, pois se em algum momento têxteis, por exemplo, estiver em forte queda, alimentos pode estar em um ritmo melhor.”

O gerente geral não vê perspectivas muito boas para os próximos meses, ele crê que a crise política para este ano esteja mais inflamada que no ano passado. “Por mais que sejamos otimistas convictos e obstinados, está claro que muitos reflexos de 2015 virão à tona neste ano. Desde reflexo da inadimplência pelo desemprego batendo na casa dos 10%, como na instabilidade econômica pela dúvida sobre o futuro do governo federal. Para agravar, o Estado tem criado mecanismos e diretrizes fiscais que cada vez mais dificultam o trabalho das empresas – um exemplo foi a mudança recente no rateio progressivo do ICMS entre os estados, e incentivos como a desoneração da folha tiveram suas alíquotas elevadas. De qualquer forma, cada empresa deve olhar para dentro e fazer sua economia, reduzindo custos, otimizando processos, racionalizando sua operação e elevando faturamento com maior agressividade comercial.”

Melo também aponta os novos caminhos que se apresentam para as transportadoras: as oportunidades estarão abertas exatamente para aquelas que se adequarem mais rapidamente à nova realidade do mercado: maior eficiência por baixo custo, o antigo low cost, low fare.

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