Roubo de cargas no Brasil atinge o maior patamar em 15 anos

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Roubo de cargas no Brasil atinge o maior patamar em 15 anos

As histórias de violência e prejuízo se multiplicam na vida dos motoristas de caminhão do país. Em 2013, o número de casos de roubos de cargas bateu recorde. A maioria acontece nas áreas urbanas. O caminhão vai para a estrada com segurança particular. Quando não há escolta, a vigilância é feita por rastreadores eletrônicos. Mesmo assim as viagens não têm sido tranquilas para os caminhoneiros.

“Está muito perigoso. Tento não rodar à noite. Deu seis horas, eu paro”, conta o caminhoneiro Marco Antônio Bonfim. A pesquisa que acaba de ser concluída pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, mostra a evolução do roubo de cargas pelo Brasil. No ano passado, os números atingiram a maior marca dos últimos 15 anos. Foram 14,4 mil casos. São Paulo ficou com mais da metade dos roubos. O Rio de Janeiro registrou um quarto. E 30% dos roubos acontecem nas estradas. Entre o Sul e o Norte do Brasil, a BR-101 e a BR-116 foram as mais perigosas. Seguidas do trecho entre Minas e Brasília da BR-50 e a rodovia Belém-Brasília. As cargas de alimentos, cigarros, eletroeletrônicos, remédios e combustíveis são as mais visadas.

O momento mais perigoso para os caminhoneiros é quando eles param para carregar ou fazer entregas. Segundo o levantamento, 70% dos roubos acontecem nas áreas urbanas, ao redor dos grandes centros comerciais. O prejuízo com roubo de cargas no ano passado foi de quase R$ 1 bilhão. Os transportadores reclamam que falta punição para quem compra as cargas roubadas e dizem que o consumidor paga esta conta. “O custo encarece porque você é obrigado a usar escolta armada, rastreamento. A cada tempo, e isso é repassado ao custo final”, explica Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança.

Fonte: Frota e cia

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